Primeiramente pegue um papel e caneta.
Agora rabisque o papel inteiro.
Amasse e coma.
Sinta-o arranhar a sua garganta,
Dissolvendo dentro de você.
Agora pegue a caneta e desenhe em sua pele coisas sem sentido.
Absurdos gloriosos.
Pode ter algo de colorido.
Ou pode ser tudo no preto e no branco.
No verde e no rosa.
No orgulho e abraços.
Você pode se pintar de vermelho,
Sentir aquela tinta sangue em você.
Se rasgue
Se doa
Se deixe partir.
Agora se olhe nu no espelho
E visualize o que você é e não é.
O que você fez e não fez.
Deite no chão.
Chore, grite…
Seja um adulto babão.
Agora pode tomar um banho de chuva ácida.
E se desmanchar feito flores com os amantes ansiosos.
Após tudo isso pode escrever
No ar, na pedra…
Na prova de biologia.
Você pode estar no caminho de ser um poeta.
Andréa Balsan,
14/10/2009.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
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um banho de chuva ácida ...
ResponderExcluir(isso só poderia vir vc ...rs)
eu, particularmente, preferiria um banho de tequila josé cuervo gold ... (eu colocaria apenas ou principalmente a minha língua para tomar banho ...)
mas isso realmente é ser-estar poeta. Vc se rasga e depois começa a se costurar aos poucos.
perfeito, malandra!
Andréa,
ResponderExcluirgostei de sua versão!
Mas escrever, assim,
pareceu-me tão dolorido...
Já escrevi e publiquei
alguns poemas a respeito.
Será um prazer receber sua visita:
http://docedelira.blogspot.com/search/label/poeta
Um beijo,
doce de lira