Senti algo me engasgando.
Quase vomitei ali no chão.
Mas é algo que ainda ficará aqui,
Não adianta o tamanho do rio que eu beba.
Está ali, como um corpo ébrio jogado em vão.
Sabia o que era, sentia em meus poros,
Mas como cometer um assassinato?
Oras… esta saudade insiste em me partir.
Tenho vontade de chorar,
Mas se ontem estive feliz…
A tristeza vem como uma chuva de tarde.
E a roupa no varal fica toda molhada novamente.
E eu que estou de branco piso em uma poça de lama.
Saudade é aliada da tristeza.
Deve ser por isso que além do engasgo
Ainda tem o fator do “emaconhamento” de olhos.
As nuvens perderam o sentido.
O álcool na boca é o que virou proibido.
Saudade também de ser fera
Mas tenho coleira, que eu coloquei.
Agora sinto saudade de ser feliz.
Agora estou longe e longe parece um infinito de mini-saia.
E a felicidade esteve em minha mão feito gatinha carente.
Hoje sou eu que preciso de um carinho,
Um amasso terapia…
Mas vou dormir cedo… sem amasso, sem leite,
E ainda engasgada com algum verso.
Andréa Balsan,
13/10/2009.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
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vomite o seu verso engasgado ... e brinde o papel com seu vômito-tristeza-alegria-insanidade.
ResponderExcluiressa é a poeta que eu conheço: vomite, sangre ... inocule seu veneno ...
essa é vc.